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LGSA já garantiu 940 mil MWh ao SIN em 2021

A crise hídrica no Brasil, uma das mais severas dos últimos 91 anos, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), trouxe consequências para o sistema nacional de energia, que o consumidor já está sentindo no bolso. A falta de água afetou a principal matriz energética nacional, as hidroelétricas, que representam cerca de 63% da geração; levou à “Bandeira Vermelha” a conta de luz e tem feito o país depender das termelétricas para a segurança no abastecimento de energia para a população.

Em Linhares, a UTE LORM, da Linhares Geração (LGSA), Usina Térmica à Gás Natural, com 204 MW de capacidade instalada, vem operando por mais de 80% do tempo, desde 2013, um índice que, segundo o diretor de Operações da usina, Marco Antonio Marcial, está muito acima das perspectivas iniciais de geração.

“A Linhares entrou em operação em janeiro de 2011. À época do leilão (A-3), que foi realizado em 2008, a previsão era de que a usina fosse despachada por cerca de 15% do tempo. O que aconteceu depois foi uma sequência de crises hídricas que fizeram com que o abastecimento energético ficasse comprometido e este tipo de planta térmica se tornasse essencial para que os brasileiros não passassem por um novo racionamento, como o de 2001, época em que o percentual de geração hidroelétrica na matriz chegava a 85%”, explica Marco.

Só este ano, foram gerados pela UTE LORM mais de 940 mil MWh. Em média, a geração da UTE é suficiente para abastecer mais de 15% da energia consumida no estado, ou o equivalente a 700.000 residências. O consumo de Gás Natural fornecido pela Petrobras, através da ES Gás –  equivale a 40% do gás natural consumido no ES – já tendo ultrapassado 215 milhōes de m³ neste ano. E, não há perspectiva de desligamento dos motogeradores no curto prazo.

“Os reservatórios de água em todo o Brasil ainda estão em níveis críticos, o ONS registrou que no dia 1º de agosto, sudeste e centro-oeste tinham uma capacidade de armazenamento de energia de 25,92%, ou seja, abaixo dos níveis de 2001, quando a porcentagem era 26,85%. E o alerta é que os níveis previstos para o final de agosto cheguem a 21,4%”, pontua Marco

“A UTE LORM é uma das usinas termelétricas que apresentam um dos melhores índices de disponibilidade entre as usinas termelétricas do país e vamos continuar nessa missão de garantia de energia para o Sistema Interligado Nacional (SIN)”, completa o diretor de Operações.

Marco ainda ressalta que a geração de eletricidade através da queima de combustíveis tem um papel estratégico e opina que os sistemas de geração  ainda não podem eliminar as térmicas, uma vez que a maior penetração de energias renováveis necessita do complemento de fontes despacháveis, tais quais as térmicas.

“Blackout, apagão, racionamento e uma grave crise de abastecimento até em hospitais poderiam ter ocorrido, se não tivéssemos as termelétricas. Essa matemática precisa ser feita com cuidado, essas plantas de acionamento em emergência precisam ser mantidas por um tempo ainda e campanhas de conscientização do consumo intensificadas”, conclui Marco.

Crise hídrica

O ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em pronunciamento em rede nacional afirmou que o país enfrenta “uma das piores secas de sua história”, mas se trata de uma crise transitória. Ele também negou a possibilidade de um novo “apagão” ou medidas nacionais de racionamento, como em 2001. (Fonte: Agência Senado)

A crise hídrica acontece quando os níveis de água nos reservatórios ficam muito baixos e não conseguem atender a demanda comum da população. Este ano, a falta de água atingiu diversas regiões brasileiras.

Entre os motivos para essa falta de água no Brasil estão o aumento do consumo diante do crescimento populacional e a retomada do crescimento das atividades industriais e da agricultura. Também é relacionada à diminuição do nível de chuvas.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o final de 2020 e o início de 2021 registrou o menor aporte de chuvas e recuperação do volume de água dos reservatórios desde 1931, início da série histórica do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Apagão

Em 2001, uma grave crise energética aconteceu no Brasil e o Governo Federal criou uma política de redução compulsória do consumo de energia elétrica. Essa redução obrigava a todos diminuirem em 20% o consumo de energia elétrica, sob pena de multa e corte no fornecimento. Foi popularmente adotado o termo “Apagão” para esse período em que as medidas de racionamento se mantiveram ativas (julho de 2001 a fevereiro de 2002). 

O que fazer?

Uma das formas de ajudar a enfrentar essa crise e economizar é evitar o desperdício de água e de energia em casa e no trabalho. Separamos 10 dicas para você:

Tome banhos rápidos e coloque o chuveiro na posição “verão” se não estiver muito frio em sua região.

Feche bem as torneiras quando não estiver usando diretamente a água.

Não deixe luzes ligadas à toa.

Desligue aparelhos eletrônicos na tomada quando não estiverem sendo utilizados.

Observe sempre se há algum vazamento de água e conserte rápido, descargas agarradas e torneiras pingando provocam muito gasto.

Varra as áreas externas como as calçadas e garagens ao invés de lavar.

Use um balde e não mangueira para lavar o carro.

Troque suas lâmpadas por lâmpadas de LED que são 80% mais econômicas.

Não utilize máquina de lavar com poucas roupas.

Diminua o tempo de uso de aparelhos como AirFryer, forno elétrico e ferro elétrico

Publicado em 19/08/2021 – por KICk

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