Abril Azul: mês de Conscientização do Autismo

Em 2007 a Organização das Nações Unidas (ONU) estabeleceu o dia 02 de abril como o Dia Mundial da Conscientização do Autismo. A proposta era estimular que as pessoas buscassem informações para assim, reduzir a discriminação e o preconceito sobre esse transtorno. Atualmente o mês de Abril todo é reservado para tratar do assunto, o chamado Abril Azul. Mas afinal, por que é tão importante falar sobre isso?

Desconhecimento

Muitas pessoas ainda não conhecem a fundo o espectro do autismo. O Autismo atinge 1 em cada 160 crianças no mundo. No Brasil, estima-se que existam cerca de 2 milhões de autistas. O diagnóstico ocorre geralmente entre os 2 anos e meio a 3 anos, e não existe cura para essa condição. O diagnóstico tardio prejudica os portadores do espectro, por esse motivo quanto mais informações sobre o assunto circularem mais intervenções precoces podem ser feitas.

Conscientizar é o primeiro passo

A falta de informação além de prejudicar o diagnóstico vira um desafio para as pessoas com autismo e para seus familiares. A conscientização é um passo importante para a construção de uma sociedade mais acolhedora, compreensiva e inclusiva. Dividir práticas exitosas e formas adequadas de como lidar com o espectro é fundamental para a sociedade como um todo e principalmente para a melhor qualidade de vida dos portadores.

Conheça a campanha

Evento Autismo

As empresas Linhares Geração, PCH Braço, Povoação Energia, Tevisa e Tropicália Transmissora se uniram para apoiar essa ideia de mostrar as características e as dificuldades do transtorno, incentivando, dessa maneira, a inclusão do autista em sociedade. Com isso, criaram uma campanha para 2022 com o tema “Autismo: Compreenda, respeite e acolha”. Serão ofertadas informações ao longo do mês, além de palestras e rodas de conversa.

A Agenda de Abril contempla os seguintes eventos:

06.04 às 15h – Palestra “Autismo: a importância da intervenção precoce” com a psicóloga Pâmella Oliveira da Silva (Inscreva-se)

27.04 às 15h – Rodada de Debate: a experiência na criação de filhos com espectro autista. Participação: Leonardo Valente (Analista de TI/ TEVISA); Solange Oliveira (Técnica de Segurança do Trabalho/Linhares Geração) e Jackeline Martins (Farmacêutica e aromaterapeuta)

O que é o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) –  autismo – é uma condição que altera o desenvolvimento do padrão da linguagem, a interação social e os processos de comunicação. Pode causar um atraso ou desvio na aprendizagem em diferentes áreas do desenvolvimento.

O diagnóstico acontece normalmente nos primeiros 3 anos de vida feito geralmente pelo neuropediatra e psiquiatra e não tem cura, mas quando há uma intervenção precoce aumenta a possibilidade do portador se tornar mais independente e funcional.

5 fatos sobre o TEA

  1. Autismo não é doença 

O autismo e as outras condições do TEA são classificadas como transtornos mentais. Por isso, ao falar com um autista ou seus cuidadores, lembre-se de não tratá-lo como alguém doente. Isso porque, do ponto de vista clínico, a condição pode ser trabalhada com o propósito de adequar o indivíduo ao convívio social.

  1. Os sinais começam na primeira infância 

Como dissemos acima, os sinais do autismo começam a aparecer nos primeiros anos da criança. Desse modo, é importante conhecer os sinais de alerta para reconhecer e buscar orientações bem cedo. Entre alguns comportamentos do TEA, podemos citar:

  • Bebês não buscam o olhar da mãe ao serem amamentados;
  • Crianças não demonstram diferença entre o colo dos pais e de desconhecidos;
  • Crianças não reconhecem seus nomes ou não atendem ao serem chamadas;
  • Atraso para aprender a engatinhar ou andar;
  • Resistência à dor acima do normal, por exemplo, uma criança que não chora quando cai;
  • Interações sociais ausentes, ou seja, não responde a brincadeiras.
  1. O autismo não tem “uma cara”

É necessário entender a diversidade do espectro do autismo e que, por isso, cada autista é um. Por exemplo, autistas com grau severo podem ser reconhecidos pela postura corporal ou expressão facial.

Alguns, porém, podem levar uma vida normal, o que não significa que não sejam autistas. É por esse grau de variabilidade que se utiliza o termo “espectro” do autismo.

  1. O autismo não é raro 

Embora ainda tenhamos um longo caminho a percorrer dentro da conscientização do autismo, isso não significa que ele seja raro. De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que haja 70 milhões de autistas no mundo.

No Brasil, o número de pessoas dentro do espectro aproxima-se de 2 milhões. Entre elas, cerca de 400 a 600 mil têm menos de 20 anos. Por isso, precisamos informar cada vez mais a população sobre como acolhê-las.

  1. Pessoas com autismo também têm direitos 

Perante a lei, pessoas com autismo têm os mesmos direitos que qualquer outro cidadão. Inclusive, também possuem todos os direitos previstos em leis específicas de pessoas com deficiências.

Isso porque, em 2012, foi sancionada a Lei nº 12.764/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Dessa forma, é reconhecido que as pessoas com autismo são pessoas com deficiência para todos os efeitos legais. 

Fonte: http://www.blog.saude.gov.br/index.php/promocao-da-saude/53290-dia-mundial-de-conscientizacao-do-autismo

Publicado por KICk

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